Foi há 50 anos sobre a inauguração da ponte que ligou Lisboa a Almada, atravessando o Tejo, hoje chamada “25 de Abril”, mas com o nome de “Salazar” na data da inauguração. A ponte tinha sido começada a construir quatro anos antes, exactamente em 5 de Novembro de 1962. Neste mesmo ano de 2016, passaram também 100 anos sobre a morte de Edmond Bartissol, o francês que concebeu um dos primeiros projectos de ponte para a travessia do Tejo na zona de Lisboa e que doou a Casa de Bocage ao município setubalense. Tudo números redondos para evocar Bartissol.
Desde o primeiro trimestre de 1911 que Setúbal tem o nome de Edmond Bartissol consagrado na toponímia, dando nome à rua que antes teve S. Domingos como patrono. A razão de tal escolha está ligada à oferta da casa onde terá nascido Bocage, que o engenheiro francês fez, em 1887, à Câmara sadina. Tendo constado que a casa ia ser vendida, o engenheiro adquiriu-a, fez-lhe as obras de manutenção e doou-a à autarquia, tendo a imprensa regional da época dito que a intenção do doador era a de que ali fosse instalada “a biblioteca municipal ou um museu bocagiano”.
Nascido em 20 de Dezembro de 1841, em Portel-les-Corbières, na região de Perpignan, no sul de França, Edmond Bartissol desde cedo se tornou empreendedor de génio. Em 1866, já estava na
domingo, 14 de agosto de 2016
domingo, 17 de julho de 2016
segunda-feira, 4 de julho de 2016
A PORTA FECHADA
Silêncio do outro lado da porta:
porque se calaram, porque apagaram as luzes?
Esta aldraba de bater à porta
continua a ressoar e nem as paredes se iluminam
nem cai a noite vingadora
sobre as estrelas de uma constelação menor.
Nenhum dos meus passos me levaria aqui.
Mas eu sonhei a casa e o por dentro da casa,
o piano desafinado, as flores murchas,
os relógios sem corda.
Como se um saber desconhecido mo ordenasse
e o passado pudesse desvanecer-se enfim
no que aqui digo.
quarta-feira, 22 de junho de 2016
quarta-feira, 1 de junho de 2016
segunda-feira, 23 de maio de 2016
LER PARA SABER
São inúmeros os casos de livros que mudam uma vida. Napoleão - dizem - nunca mais foi o mesmo depois de ler O Príncipe, de Maquiavel. Pessoa imitou um dos seus autores favoritos, Poe, em parte da obra e grande parte da existência. Inácio de Loyola abandonou a carreira das armas ao ler uma biografia de Cristo. Marx, para o bem e para o mal, alterou as vidas de milhões de pessoas. E Nietzsche também - ao ponto de ter alucinado um certo cabo austríaco que combateu na I Guerra Mundial e usava um bigodinho ridículo. Ibsen influenciou legislação sobre os direitos das mulheres. Conan Doyle e Simenon marcaram tantos de tal forma que até personagens saídos da sua imaginação, como Sherlock Holmes e o comissário Maigret, se tornaram mais célebres do que os autores, gerando romagens a Baker Street em Londres e ao Boulevard Richard-Lenoir em Paris. Romeu e Julieta, figuras de papel, seduziram mais do que inúmeras pessoas de carne e osso. E já nem falo dos mundos que se descobrem em cada livro da Bíblia...
Sabemos sempre de onde partimos com um livro na mão. Mas somos incapazes de imaginar até onde ele nos conduz. É também isto - é sobretudo isto - que faz o fascínio da literatura.
Sabemos sempre de onde partimos com um livro na mão. Mas somos incapazes de imaginar até onde ele nos conduz. É também isto - é sobretudo isto - que faz o fascínio da literatura.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
PENSAMENTO
Sigmund Freud
“Existem momentos na vida da gente, em que as palavras perdem o sentido ou parecem inúteis, e, por mais que a gente pense numa forma de empregá-las elas parecem não servir. Então a gente não diz, apenas sente.”
― Sigmund
“Existem momentos na vida da gente, em que as palavras perdem o sentido ou parecem inúteis, e, por mais que a gente pense numa forma de empregá-las elas parecem não servir. Então a gente não diz, apenas sente.”
― Sigmund
domingo, 24 de abril de 2016
LIVROS
Um dos adjectivos mais bonitos que algo pode conter é ser chamado de clássico: livro clássico, pensamento clássico, oratória clássica, arte clássica, advocacia clássica, estilo clássico.
Clássico é o antigo sempre moderno pelo seu valor, pelo seu brilho, pela sua verdade, pela sua perenidade que nem o tempo nem o modismo podem destruir.
Fonte : Sanderson Moura Advogado
Clássico é o antigo sempre moderno pelo seu valor, pelo seu brilho, pela sua verdade, pela sua perenidade que nem o tempo nem o modismo podem destruir.
Fonte : Sanderson Moura Advogado
terça-feira, 19 de abril de 2016
sexta-feira, 15 de abril de 2016
sexta-feira, 8 de abril de 2016
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
DESDREM ALEMANHA
Dresden
Área 328,31 km²
Altitude 113 m
População 535.810 (31/12/2011)
Densidade populacional 1.560 hab./km²
Dresden é uma cidade da Alemanha, capital do estado da Saxónia. Localiza-se nas margens do rio Elba. Tem 535 810 habitantes segundo censo de 2013.[3]
Dresden tem uma longa história como capital e residência real dos Reis da Saxónia e é possuidora de séculos de extraordinária cultura e esplendor artístico.
O controverso bombardeamento de Dresden na Segunda Guerra Mundial em 1945 onde cerca de 35 mil pessoas morreram[carece de fontes] e quarenta anos de RDA mudaram a face da cidade dramaticamente.
Desde a reunificação Alemã, Dresden tem sido um importante centro cultural politico e económico na parte este da República Federal Alemã.
Área 328,31 km²
Altitude 113 m
População 535.810 (31/12/2011)
Densidade populacional 1.560 hab./km²
Dresden é uma cidade da Alemanha, capital do estado da Saxónia. Localiza-se nas margens do rio Elba. Tem 535 810 habitantes segundo censo de 2013.[3]
Dresden tem uma longa história como capital e residência real dos Reis da Saxónia e é possuidora de séculos de extraordinária cultura e esplendor artístico.
O controverso bombardeamento de Dresden na Segunda Guerra Mundial em 1945 onde cerca de 35 mil pessoas morreram[carece de fontes] e quarenta anos de RDA mudaram a face da cidade dramaticamente.
Desde a reunificação Alemã, Dresden tem sido um importante centro cultural politico e económico na parte este da República Federal Alemã.
sábado, 14 de novembro de 2015
!3.11.2015 ATENTADOS EM PARÍS
Era Paris
Era Paris
mas então foi Lisboa,
Amesterdão, Berlim
numa cidade qualquer
foi o lugar, ali
onde o lugar era
a cidade e a gente
e a igualdade.
Era Paris
mas então foi Lisboa,
Bruxelas, Londres
numa cidade qualquer
foi o lugar, ali
numa cidade feita Europa
onde era gente a gente
e a gente fraternidade.
Era Paris
mas então foi Lisboa,
Roma, Madrid
numa cidade qualquer
foi o lugar, ali
onde a noite se fez gente
e a gente se fez sangue
e de cada corpo estilhaçado
brotou correndo a liberdade!
AntónioFMartins
Era Paris
mas então foi Lisboa,
Amesterdão, Berlim
numa cidade qualquer
foi o lugar, ali
onde o lugar era
a cidade e a gente
e a igualdade.
Era Paris
mas então foi Lisboa,
Bruxelas, Londres
numa cidade qualquer
foi o lugar, ali
numa cidade feita Europa
onde era gente a gente
e a gente fraternidade.
Era Paris
mas então foi Lisboa,
Roma, Madrid
numa cidade qualquer
foi o lugar, ali
onde a noite se fez gente
e a gente se fez sangue
e de cada corpo estilhaçado
brotou correndo a liberdade!
AntónioFMartins
terça-feira, 3 de novembro de 2015
PORTUGAL QUE ALGUNS PORTUGUESES QUEREM
Nós temos medo do que queremos. Vivemos todos em Corroios, não temos palhaços de louça nas prateleiras, temos dentro da cabeça. (António Lobo Antunes)
Aos que, pelos vistos, gostam de ser despedidos, gostam que lhes cortem nos salários e pensões, gostam de ver filhos e sobrinhos emigrar, gostam de ver avós e tios reduzidos à miséria e à morte nos corredores dos hospitais, gostam de ver as empresas de ponta vendidas ao desbarato e por tuta e meia, gostam de saber que a dívida pública dispara em flecha, gostam de ler que a pobreza aumentou dramaticamente, gostam, e aplaudem, que se cortem criminosamente verbas para a Saúde, Educação, Cultura, gostam que outros pensem e decidam por si, gostam de sentir que os sacrifícios que passaram de nada valeram, gostam de isso tudo e ainda suplicam por mais, desde que não falte o futebol, a esses todos e muitos, olhem,
Enfrasquem-se em vinho e afoguem-se em futebol.
E continuem a deixar-se castrar física e intelectualmente.
FONTE:Filho da Madrugada blog.
Aos que, pelos vistos, gostam de ser despedidos, gostam que lhes cortem nos salários e pensões, gostam de ver filhos e sobrinhos emigrar, gostam de ver avós e tios reduzidos à miséria e à morte nos corredores dos hospitais, gostam de ver as empresas de ponta vendidas ao desbarato e por tuta e meia, gostam de saber que a dívida pública dispara em flecha, gostam de ler que a pobreza aumentou dramaticamente, gostam, e aplaudem, que se cortem criminosamente verbas para a Saúde, Educação, Cultura, gostam que outros pensem e decidam por si, gostam de sentir que os sacrifícios que passaram de nada valeram, gostam de isso tudo e ainda suplicam por mais, desde que não falte o futebol, a esses todos e muitos, olhem,
Enfrasquem-se em vinho e afoguem-se em futebol.
E continuem a deixar-se castrar física e intelectualmente.
FONTE:Filho da Madrugada blog.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
domingo, 25 de outubro de 2015
AUTOCONHECIMENTO
Sócrates, um grande sábio da humanidade, dizia às pessoas que o buscavam com objectivo de obter orientações para melhorar as suas vidas a seguinte frase: “CONHECE-TE A TI MESMO”, sintetizando toda a sua filosofia.
O conhecimento de nós mesmos é o único caminho capaz de nos conduzir à saúde das emoções. Que trazem limitações a nossa vida, transformando-as em oportunidades de crescimento.
A conquista da saúde emocional é a ferramenta principal para a superação de fobias, ansiedade, depressão, irritação . Identificar os movimentos que geram o desiquilíbrio emocional e como realizar os esforços na superação deles, conquistando a real Saúde das Emoções.
despertando para uma vida mais feliz e saudável.
sábado, 17 de outubro de 2015
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
MAR PORTUGUES
II. Horizonte
Ó mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
’Splendia sobre as naus da iniciação.
Linha severa da longínqua costa —
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstracta linha.
O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp’rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte —
Fernando Pessoa
Ó mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
’Splendia sobre as naus da iniciação.
Linha severa da longínqua costa —
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstracta linha.
O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp’rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte —
Fernando Pessoa
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
BOCAGE 250 ANOS
setembro de 2015
Bocage no seu mês - 250 anos depois (12)
Selo de correio com a figura de Bocage, com circulação em 1965,
quando passava o segundo centenário do seu nascimento, desenhado por Luís Dourdil
Bocage no seu mês - 250 anos depois (12)
Selo de correio com a figura de Bocage, com circulação em 1965,
quando passava o segundo centenário do seu nascimento, desenhado por Luís Dourdil
terça-feira, 1 de setembro de 2015
DESGOVERNO
Para o sol chegar a mais lados, deixou de haver árvores a não ser eucaliptos, que cheiram bem. Na parte de trás do País, aquilo que se chama interior, há uma doença, a interioridade, mas não afecta as costas, por isso podem ir à praia à vontade. Também não vive lá muita gente. A sábia política do nosso Governo tem sido despovoá-lo, acabando com a política retrógrada dos arcaicos e velhos Reis portugueses. Antes ser "povoador" era uma honra, hoje é ser "despovoador". A vaca, digo, o Governo, tem feito uma política muito competente para despovoar. Acabaram as estações dos correios e o correio só aparece uma ou duas vezes por semana. Acabaram os postos de saúde. Acabaram os tribunais. Acabaram muitos serviços públicos, existem umas lojas de cidadãos a 30, 50, 100 quilómetros. Reanimou-se a oferta de táxis para estas deslocações, e, além disso, vir de Guadramil para Bragança, dá muito cosmopolitismo, os velhos sempre saem de casa para ver o mundo. Isto é que são preocupações sociais. Nenhum louco abre uma empresa nestes sítios. Não há problemas pode vir para um "ninho de empresas" num centro comercial em Lisboa, recebe uns subsídios do Impulso Jovem e, depois, é só mostrar o seu "empreendedorismo" e inventar o moto -contínuo. As leis da Física dizem que é impossível, mas desde quando é que a entropia foi um problema para os portugueses?
(Fonte Blog .: de Pacheco Pereira)
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