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sábado, 10 de dezembro de 2011

PREMIOS SAKHAROV 2011

Todos os anos, o Parlamento Europeu atribui o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento a indivíduos ou organizações que se destacaram na defesa dos direitos humanos e da democracia. Este ano, os vencedores são cinco representantes da Primavera árabe "pela sua luta pela liberdade, pela democracia e pelo fim dos regimes autoritários". A cerimónia de entrega do prémio, no valor de €50.000, está agendada para o dia 14 de Dezembro, durante a sessão plenária de Estrasburgo.
O Prémio tem o nome do cientista soviético Andrei Sakharov, exilado na União Soviética pela sua oposição ao programa nuclear e às políticas repressivas da URSS. Fundou a Organização Memorial, que continuou a defender os direitos humanos e a promoção da democracia após a sua morte, em 1989.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

ANGELA MERKEL E NICOLAS SARKOZY

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, prometeram neste domingo lançar antes do fim do mês uma "solução duradoura" para acabar definitivamente com os problemas de capitalização dos bancos europeus e a crise da dívida grega.
O programa do eixo franco-alemão, um "pacote completo" de medidas cujos detalhes não foram informados, inclui "mais integração" econômica, mais mecanismos anticrise e a reforma de tratados comunitários, tudo dentro de uma "nova visão" europeia, na qual "a Grécia é parte da zona do euro" de forma indiscutível.
"A Alemanha e a França colaboram estreitamente para garantir a estabilidade financeira da zona do euro. Vamos encontrar uma solução duradoura", destacou Sarkozy em entrevista coletiva que antecedeu seu encontro em Berlim.
O objetivo principal desse conjunto de medidas será a "necessária" recapitalização do setor bancário europeu, segundo Merkel, sobrecarregado pela posse de dívida soberana dos países europeus mais endividados. "Estamos determinados a defender e apoiar os bancos porque é fundamental para encontrar uma saída sólida e duradoura à crise da dívida", enfatizou Merkel.
A iniciativa franco-alemã contemplará "um fornecimento de crédito razoável" para as entidades com problemas, de acordo com a chanceler, apesar de não se aprofundar no formato definitivo do mecanismo de ajuda, uma questão que separa Paris e Berlim.
Merkel reafirmou nos últimos dias que só em último caso deve recorrer ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) como instrumento de recapitalização bancária, já que considera que em primeiro lugar as instituições devem receber assistência nacional.